PAZ NA TERRA
Acreditávamos que havia ou estava nas estrelas,
na natureza, nos céus ou quatro cantos da terra.
Ou no quarto da nossa vida.
Porém, sós, não vemos se está onde estamos.
Páginas e páginas viram a vida, e a vida vira
essa cartilha que desfalece
De dia a dia.
Arado fazemos, e nem carpimos
e nem aramos, isto colhemos.
ocultando seus futuros anseios.
Inadvertidamente, imprevisível,
seremos acolhidos
-o dia leva o que lhe convém-
Aparência de larga estrada
Resta-se as vivências , a vida que deleita
então tudo num só dia estreita.
Dia de colheita.
Anjo é uma má palavra. Só isso.
Sinto a etérea brisa, Mágica e Melancólica
Invadindo o véu da boca para tecer a tua elegia.
Leve ladra sutil roubando palavras no fio dos lábios.
Num transe lúdico, contrafazendo as brisas
Libertam-se Palavras absortas em ressonâncias débeis e lívidas .
São sombras brancas e translucidas assentadas no silêncio nímio.
Elocuções que buscam salvar a si próprias.
*- "Musa, mihi causas memora, quo numine læso"
-Sei que não sabes o caminho adiante nem o regresso.-
E eu, feito um cão triste,feito de nós,
querendo escolher algo para o coração - as flores, uns dias,uma oração, um caminho -
atingir a alma, essa roupa que não quero mais.
*Musa lembre me das razões pelas quais fui injustiçado por qual divindade...