8 de outubro de 2020
16 de setembro de 2020
13 de outubro de 2018
Páginas e páginas viram a vida, e a vida vira
essa cartilha que desfalece
De dia a dia.
Arado fazemos, e nem carpimos
e nem aramos, isto colhemos.
ocultando seus futuros anseios.
Inadvertidamente, imprevisível,
seremos acolhidos
-o dia leva o que lhe convém-
Aparência de larga estrada
Resta-se as vivências , a vida que deleita
então tudo num só dia estreita.
Dia de colheita.
Anjo é uma má palavra. Só isso.
Sinto a etérea brisa, Mágica e Melancólica
Invadindo o véu da boca para tecer a tua elegia.
Leve ladra sutil roubando palavras no fio dos lábios.
Num transe lúdico, contrafazendo as brisas
Libertam-se Palavras absortas em ressonâncias débeis e lívidas .
São sombras brancas e translucidas assentadas no silêncio nímio.
Elocuções que buscam salvar a si próprias.
*- "Musa, mihi causas memora, quo numine læso"
-Sei que não sabes o caminho adiante nem o regresso.-
E eu, feito um cão triste,feito de nós,
querendo escolher algo para o coração - as flores, uns dias,uma oração, um caminho -
atingir a alma, essa roupa que não quero mais.
*Musa lembre me das razões pelas quais fui injustiçado por qual divindade...
Melancholia
Melancholia
O homem no balcão busca inspiração para uma pergunta.
A luz amarelada que vem do poste na rua continua sobre a menina na porta aguardando o fim da chuva.
Ancelmo continua seu silêncio, refletindo agora com os cotovelos sobre o balcão o que é ser ninguém num balcão qualquer. A menina foi embora.
20 de março de 2017
Pedi aos anjos que pintem um quadro
lancinante.
Arte em seu próprio silêncio.