20 de agosto de 2010
Acordar em estado de semiconsciência , eis um belo dom, o corpo parece estar em estado de coma. Os sonhos prolongam-se transpondo o ponto limite com a realidade, as imagens dos sonhos e pesadelos invadem o quarto. E o corpo está e não está lá, entre pedaços de lembranças, flutuando no leito das fantasias sem poder ser tocado nem tocar, sobrenadando na própria cama. De Maistre sabia disto. Aparições de fantasmas , vultos, seres imaginários, todos lá, vivos diante de olhos que fechados parecem abertos , e muitas vezes estão abertos e arregalados, porém, voltam-se para o interior , enxergam para dentro, num rumo verso e reverso isto porque o que está dentro da mente está fora e o que parece estar fora diante do corpo são coisas que estão somente dentro do inconsciente. Portanto, não existem que no planos das idéias. Neste momento, raro, diga-se de passsagem, que pode ser testemunhado e por vezes recriado sem a vertigem e o estranhamento do fato natural com o uso de narcóticos e medicamentos,que é claro, retiram deste fato o frescor natural o espanto e o fôlego acelerado. Este momento de revêrie, ensueño, quase sonho é fato raro são segundos longos e distantes da frieza que é o plano da realidade e de mergulho assustador na irrealidade mais real da psique.
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