17 de setembro de 2015






Dobrando a esquina 
uma velha parca cerzindo o tecido azul de um destino
um velho homem arruma a fita de seda vermelha de seu chapéu 
aguardando defronte a porta. 
Um anjo arruma seu terno negro 
enquanto passam dois ou três realejos  
com a música muda 
de seus últimos desejos.

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