Aquela pálida Vestal olha
do outro lado da encruzilhada.
O vento é frio, outono,
abril.E uma jovem jogada, nua,
morta aos pés dos amores
eleita para o altar das dores
aos passeios da morte solidão.
Sento-me na sarjeta para orar:
- Deus... Deusa do nada...
divina só a inspiração.
Minha pele branca e fria,
um templo.
Minha pele branca e fria,
Para ela uma reza:
- Lírio pueril,tremeluz
teus olhos plantam um jardim,
papoulas crescem de tuas pequenas mãos
eu vejo como um sol sem fim
levantares de teu caixão...
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