15 de março de 2017
25 de novembro de 2016
9 de setembro de 2016
12 de janeiro de 2016
10 de dezembro de 2015
Mutilado
Um amigo meu fez um castelo
e o destroçou
e colocou o nome dele
nos entulhos que construiu.
Tendo as mão sujas de si próprio
extirpou-as
e com os dentes as plantou entre as pedras
onde secaram.
Respirava a ira daquela areia
e a própria sombra desfazia de sua coragem.
Junto ao Leto Fantasmas trançavam amarras de um barco imaginário
Ele sentou á beira do trapiche
aguardou Caronte.
-Meu amigo, a tristeza tem um coração humano.
Ele levantou-se e voltou aos pedregulhos
procurou suas mãos já podres
ressequidas e sem nenhuma vida
chutou as pedras e com a boca as recolheu.
Conservou com suas lágrimas
e retornou ...
6 de outubro de 2015
93
Abrem portas da verdadeira vontade
minhas rezas não adoradas.
As minhas palavras não ouvidas como prece
desvelam o paraíso.
Não há magia, mentira
ou cena
nessa voz de amor
Thelema.
Mas,
minhas palavras orem-se:
-Tergiversa razão
procure seu lugar
no templo sob a areia do tempo.
minhas rezas não adoradas.
As minhas palavras não ouvidas como prece
desvelam o paraíso.
Não há magia, mentira
ou cena
nessa voz de amor
Thelema.
Mas,
minhas palavras orem-se:
-Tergiversa razão
procure seu lugar
no templo sob a areia do tempo.
Aquela pálida Vestal olha
do outro lado da encruzilhada.
O vento é frio, outono,
abril.E uma jovem jogada, nua,
morta aos pés dos amores
eleita para o altar das dores
aos passeios da morte solidão.
Sento-me na sarjeta para orar:
- Deus... Deusa do nada...
divina só a inspiração.
Minha pele branca e fria,
um templo.
Minha pele branca e fria,
Para ela uma reza:
- Lírio pueril,tremeluz
teus olhos plantam um jardim,
papoulas crescem de tuas pequenas mãos
eu vejo como um sol sem fim
levantares de teu caixão...
2 de outubro de 2015
Esse seu fantasma com seu cheiro, com sua presença no meu espaço, trazendo consigo a sensação do calor que vinha de você tocando em mim e aí esse filme que se repete no meu banho, na minha caminhada até o carro, na hora de comer, quando estou para levantar.
Esse seu fantasma tem vindo constantemente me visitar, desde o dia em que você saiu e não voltou.
E me traz ele a sua imagem em quadros e mais quadros de cenas, as quais eu nem saberia , mas, registrava ao que parece para minha própria condenação.
O seu olhar sério e mal humorado defronte o espelho pela manhã comprimindo os lábios como reclamação por ter de levantar tão cedo. Porém, ao virar-se para o lado me tinha um olhar sorridente enquanto da cama eu te olhava semi nua. O seus sorrisos deitada no meu colo. As vezes que acomodava a cabeça em meu peito procurando conforto. As vezes em que eu estava só pensando ou fazendo algo e você vinha e me abraçava pelas costas com um sorriso nos lábios e então um beijo de ternura.
Não é amor isso tudo, não é desse tipo de virtude, sei disso, nem quereria que fosse. Poderia vir a ser, quem saberá.
E esse seu fantasma não deixa de me deixar aperreado. Parece impossível descolorir essa saudade. Torná-la um filme preto e branco já que todos dias assisto o colorido tomando meu pensamento como centelha que se incendeia.
30 de setembro de 2015
Caminhando
por entre a névoa azul e carmim
Talvez saiba alguém,
um divino alguém,
porque me segue esta mulher
e sua luz de ouro.
Chegando aos portais dos desígnios
e seus agouros
nas mãos dessa mulher
Transuda-se o meu destino.
Lança os búzios sagrados
Assaz transluzidos
pela eternidade dentro do meu corpo
sem carnadura.
Ela assim, tal o Universo ,
que lança Odús no fio de contas
e mais ninguém.
Creia
que algo deixou das palavras e
habitou
aquele que sou agora.
29 de setembro de 2015
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