Sob luzes amareladas antes de desligarem os aparelhos decretaram:
-Dentro deste homem não há nada. A autópsia é necessária.O legista chamado. Na branca e fria sala de necropsia enfileirou calmamente seus instrumentos - Bisturi, pinças, facas e lâminas, osteótomos, luva e serra na mão. O corpo ele cortou, cerrou, sangrou a última linfa e no final, após toda a carne revirada, lacerada, cortada, conferidos em parte e no todo observando a carcaça sobre a mesa resmungou:
-Disseram-me que não havia nada. Virou-se para outra mesa, pegou o gravador respirou pausadamente devido ao cansaço e anotou com a voz embargada.
-Errata: - Este homem foi poeta, dentro do peito reconheço os escombros de suas crenças.