14 de fevereiro de 2010

Capuccino

Conhecia este homem tal qual conheço a mim mesmo, por isto, e por mais nada, resolvi matá-lo.Confesso que olhá-lo e me enxergar tornou-me amargo comigo mesmo, então,sem um longo planejamento, resoluto esperei por ele , logo pela manhã e quando chegou diante do espelho atirei duas , três vezes; assim sem sentimento ou ressentimento.Tombou aos meus pés e o sangue jorrava da jugular que um dos tiros havia pego e transfixado. Satisfeito pela conclusão fui tomar um capuccino.Entretanto quando acabei com o café, a culpa, a maldita culpa. Parecia que uma parte minha tinha escorrido com aquele sangue, parecia que havia alguma fé em meu coração e senti que havia deixado algo junto àquele corpo.Ou que satisfazer meus sentidos confrontou minha razão. Entretanto matei e tenho muitas culpas que vão além de matar.