19 de novembro de 2011
Promessas
Diga para mim que vai me envolver com suas pernas e prender-me junto ao seu sexo. Diga que vai me fazer render-se derrotado nas carícias de suas mãos e dos seus lábios... Diga que seus lábios vão me deixar preso no vício de beijá-los, faça isso prometendo. Fale que seu corpo será meu abrigo. Fale. Falarei para mim que as palavras de tua boca serão a perdição.
Sussurre com sua pele palavras impronunciáveis que só meu corpo compreenderá. Narre para mim junto de meus ouvidos todas as palavras quando fizermos amor e todos nossos atos, para que crie a prisão sem muros mais perfeita. Conte para mim seus sentimentos e todos seus desejos, e, falo sério, preciso ouvi-los de tua boca junto da minha boca enquanto ainda estiver ofegante e olhando no fundo dos meus olhos. E não procure palavras, não me deixe procurar palavras deixe que quando estivermos sozinhos todo o resto fale por nós. Bocas, lábios, mãos pés, dedos, cabelos, saliva, suor, unhas, olhos, ouvidos, em seus ritmos deslizando-se entre nossos corpos. Nunca deixe de ser minha. Nunca me deixe não ser seu. Faça essa promessa quando você vier a existir.
(Imagem: http://www.nuribilgeceylan.com/photography/earlyphotographs3.php?sid=3 )
1 de outubro de 2011
2 de setembro de 2011
19 de agosto de 2011
Aquela puta...
Daquelas noites de lua, daquele gemido fingido de prazer.
Ai, que saudades daquela puta e de seu beijo, falso e sensível
como as dores das noites e a falácia dos mendigos.
Saudade daquela puta desfilando nua no quarto, fingindo vestir uma nudez que não era dela, fantasiando ser pudenda. Nudez de mulher direita num corpo de espírito canhoto.
Saudades daquela puta vestindo lentamente a roupa fazendo de conta que não me via lá imerso em mim mesmo. Saudades daquela puta me olhando pelo espelho e pegando lentamente só o meu dinheiro.
4 de agosto de 2011
Hoje mistificando miríficas mentiras o diabo me visitou e tomou um conhaque, muito seriamente comentamos sobre os porquês das verdades.
-Verdades, meu caro, convencem somente por convenções.Disse ele entre um gole e outro.E convencer alguém do que ele acredita mesmo sem saber é simples, enganar alguém que quer ser enganado é um exercício de prazer pequeno.Por exemplo, eu sou o diabo ,meu amigo,e nem precisaria existir, mas todas as crenças levam a ordenar lados, a fé construiu minha existência.Sou grato a Deus por isso.
-Aceitar verdades ainda é pior que criá-las, não acha?Perguntei.
-Acenda seu charuto trague com força e solte com leveza, assim o sabor prolonga-se.Assenti com a cabeça e fui soltando a fumaça longamente.
Em meio a fumaça do charuto ele dizia:
-O homem cria coisas indiscutivelmente boas e abusa delas e culpam a mim pelos vícios.
-Mas aceitar verdades não é pior que crià-las?Perguntei.
-Depende de qual verdade tratamos e criamos para nós mesmos.Depende do lugar em que se está e depende do outro . O desejo de portar verdade é uma cisão perigosa entre o Eu e o outro. Vejo o caso no qual me colocaram junto à Deus, ambos fomos escolhidos para sermos maníqueistas.Quando na verdade somos a demanda de identificação dos sujeitos. O retorno de uma imagem do outro em cisão.
-Verdades, meu caro, convencem somente por convenções.Disse ele entre um gole e outro.E convencer alguém do que ele acredita mesmo sem saber é simples, enganar alguém que quer ser enganado é um exercício de prazer pequeno.Por exemplo, eu sou o diabo ,meu amigo,e nem precisaria existir, mas todas as crenças levam a ordenar lados, a fé construiu minha existência.Sou grato a Deus por isso.
-Aceitar verdades ainda é pior que criá-las, não acha?Perguntei.
-Acenda seu charuto trague com força e solte com leveza, assim o sabor prolonga-se.Assenti com a cabeça e fui soltando a fumaça longamente.
Em meio a fumaça do charuto ele dizia:
-O homem cria coisas indiscutivelmente boas e abusa delas e culpam a mim pelos vícios.
-Mas aceitar verdades não é pior que crià-las?Perguntei.
-Depende de qual verdade tratamos e criamos para nós mesmos.Depende do lugar em que se está e depende do outro . O desejo de portar verdade é uma cisão perigosa entre o Eu e o outro. Vejo o caso no qual me colocaram junto à Deus, ambos fomos escolhidos para sermos maníqueistas.Quando na verdade somos a demanda de identificação dos sujeitos. O retorno de uma imagem do outro em cisão.
19 de maio de 2011
Sem título
A sua boca me procurando no escuro, o seu olhar pelo espelho, já não parecem tão importantes. Aceitar, conviver, amar, irremediavelmente não parecem coisas importantes.
Deitado, sentado, em pé, tudo é desconforto.
Ouvir você, ouvir as pessoas é extenuante. Ao mesmo tempo recebo todos por um amor. Amor que não sinto e não vejo desde muito tempo.
Vivendo um tempo que nunca chega e nunca passa, um presente defectivo e subjuntivo, indicativo de um tumultuado vazio.
E quando penso em alguma coisa: quantas palavras ainda nos restam, quantos tracejos para escrever ou para rabiscar na linha da vida, quantos gracejos para serem feitos na ânsia de sermos queridos, lançados na incerteza, destinados ao estrangulamento que é a própria vida.
Deixe-me quero descansar.
Deitado, sentado, em pé, tudo é desconforto.
Ouvir você, ouvir as pessoas é extenuante. Ao mesmo tempo recebo todos por um amor. Amor que não sinto e não vejo desde muito tempo.
Vivendo um tempo que nunca chega e nunca passa, um presente defectivo e subjuntivo, indicativo de um tumultuado vazio.
E quando penso em alguma coisa: quantas palavras ainda nos restam, quantos tracejos para escrever ou para rabiscar na linha da vida, quantos gracejos para serem feitos na ânsia de sermos queridos, lançados na incerteza, destinados ao estrangulamento que é a própria vida.
Deixe-me quero descansar.
9 de fevereiro de 2011
Talvez faça uns três anos que eles estão morando juntos, e até bem pouco tempo era muito bom para ambos. A alegria os atingira como um trem e superaram um começo como todo mundo. E assim como todo mundo o conforto de casa e do amor é tão insuficiente e desconfortável e toda aquela alegria era fundo falso, cenário de uma peça que virou monólogo de dois atores. As coisas mudaram e todo mundo admitia. Ele queria uma conversa sincera, uma conversa a qual ele não encontrava caminho. Andava incerto consigo mesmo o que o impedia de saber como chegar até isso: uma conversa sincera.
Devolvia qualquer comentário com violência moral e ela com histeria gratuita. A inconstância do humor, os comentários beirando o sarcasmo que de imediato não parecem chamar atenção, mas, com o tempo desestruturam seus ouvintes. E seguem-se os dias demasiadamente calmos entre paqueras em redes sociais e msn que não davam em nada.
Algumas vezes juntos permaneciam calados como dois curitibanos sós num ônibus. Dividindo o mesmo espaço e aparentemente seguindo para um mesmo destino, os dois de cara séria cada um em seu mundo, sem trocarem ao menos uma frase. A pergunta que diria alguma verdade ou o silêncio que constrói estórias sobre fantasias próprias não lhes daria resposta. Mas, conversar é mais complicado do que calar, fingir pra si mesmo e procurar atalhos mais complicados parece que é o caminho mais correto.
Recebeu uma mensagem do celular:
C vai aparcr?
Respondeu:
Daqui 1 hr.
Para ele algo diz que tudo acabará por dar certo partindo dos momentos mais felizes até compreender os sentidos de um beijo sem afeto. Um copo de vinho na mão, ele sabia que podia ser o melhor, ou, o pior dos homens e viver sem mais nada ou com mais de nada. Tentava encontrar coragem dentro de si em vão. Manteve-se calado. Então deu um daqueles beijos na namorada sem afeto e sabor de álcool. Pegou as chaves, a carteira e saiu pra comprar alguma coisa, cigarro talvez. Quando estava na porta ouviu: - Caio, falou ela baixo, como que chamando para dentro. Ele parou um instante na porta como que para ouvir e o silêncio venceu aos dois.
Caio foi comprar o cigarro e no caminho pensava se voltaria ou se iria ao bar. Queixava-se de não sair sozinho e sair pra encontrar outra mulher não era sair sozinho.
Quando deu por si de novo, agora, já estava vendo o sorriso dela com uma taça de marguerita nos lábios.
Voltou para o apartamento e deitou no sofá. Ligou a tevê e dormiu. No outro dia Flávia tinha saído com as coisas dela.
Devolvia qualquer comentário com violência moral e ela com histeria gratuita. A inconstância do humor, os comentários beirando o sarcasmo que de imediato não parecem chamar atenção, mas, com o tempo desestruturam seus ouvintes. E seguem-se os dias demasiadamente calmos entre paqueras em redes sociais e msn que não davam em nada.
Algumas vezes juntos permaneciam calados como dois curitibanos sós num ônibus. Dividindo o mesmo espaço e aparentemente seguindo para um mesmo destino, os dois de cara séria cada um em seu mundo, sem trocarem ao menos uma frase. A pergunta que diria alguma verdade ou o silêncio que constrói estórias sobre fantasias próprias não lhes daria resposta. Mas, conversar é mais complicado do que calar, fingir pra si mesmo e procurar atalhos mais complicados parece que é o caminho mais correto.
Recebeu uma mensagem do celular:
C vai aparcr?
Respondeu:
Daqui 1 hr.
Para ele algo diz que tudo acabará por dar certo partindo dos momentos mais felizes até compreender os sentidos de um beijo sem afeto. Um copo de vinho na mão, ele sabia que podia ser o melhor, ou, o pior dos homens e viver sem mais nada ou com mais de nada. Tentava encontrar coragem dentro de si em vão. Manteve-se calado. Então deu um daqueles beijos na namorada sem afeto e sabor de álcool. Pegou as chaves, a carteira e saiu pra comprar alguma coisa, cigarro talvez. Quando estava na porta ouviu: - Caio, falou ela baixo, como que chamando para dentro. Ele parou um instante na porta como que para ouvir e o silêncio venceu aos dois.
Caio foi comprar o cigarro e no caminho pensava se voltaria ou se iria ao bar. Queixava-se de não sair sozinho e sair pra encontrar outra mulher não era sair sozinho.
Quando deu por si de novo, agora, já estava vendo o sorriso dela com uma taça de marguerita nos lábios.
Voltou para o apartamento e deitou no sofá. Ligou a tevê e dormiu. No outro dia Flávia tinha saído com as coisas dela.
8 de fevereiro de 2011
"Todo pensamento produz um lance de dados." (Sthephane Mallarmé)
Eu rezo e peço à deus, ao vento, faço minhas preces a todos os bares, praças, ruas e suas sarjetas nas quais passei grande tempo.
Entendendo que foi por acaso que acolheram a mim e as noites insones, pois não sei, como ou por que me acolheram.
Faço prece para tentar entender por um acaso, verdadeiramente ao simples acaso, que eu sou eu quando alguém desce nestas circunstâncias de naufrágio.
E na constrição de circunstâncias eternas ainda rolam os dados jogados num branco abismo.
Peço à deus, ao vento, ao leitor para que escolham por mim. E nas suas próprias circunstâncias. E rezo sem remissão e sem perdão pedindo qual é número infinito do acaso que escolhe por nós e nas suas próprias circunstâncias revela que que não sabe abolir jamais.
Entendendo que foi por acaso que acolheram a mim e as noites insones, pois não sei, como ou por que me acolheram.
Faço prece para tentar entender por um acaso, verdadeiramente ao simples acaso, que eu sou eu quando alguém desce nestas circunstâncias de naufrágio.
E na constrição de circunstâncias eternas ainda rolam os dados jogados num branco abismo.
Peço à deus, ao vento, ao leitor para que escolham por mim. E nas suas próprias circunstâncias. E rezo sem remissão e sem perdão pedindo qual é número infinito do acaso que escolhe por nós e nas suas próprias circunstâncias revela que que não sabe abolir jamais.
3 de fevereiro de 2011
2 de fevereiro de 2011
Falta
Sem você aqui as palavras começam a me faltar,
emudecendo pouco a pouco os risos nos meus lábios vão ficando raros
e bons pensamentos começam custar caro.
Tenho os lábios machucados por outros lábios
ando incerto comigo mesmo e
Espero.
Pacientemente espero,
espero resposta de perguntas que não posso fazer,
espero um dia que parece - não chegará.
ando incerto comigo mesmo e
Espero.
Pacientemente espero,
espero resposta de perguntas que não posso fazer,
espero um dia que parece - não chegará.
Eu finjo ter paciência,
finjo para mim mesmo ser um homem que desconheço.
finjo para mim mesmo ser um homem que desconheço.
The brave new world
Por que finges sempre ser
Ora ramo, ora pedra ou pássaro?
Por que estás sempre sorrindo
Como o raio que cruza o céu?
-Por que me torturas, não me toque!
Deixa-me só com minhas profecias de bacante...
Teu amor,
tua ternura:
- Vou vendê-los.
28 de janeiro de 2011
O BIBLIÓFILO
A mãe pagava os estudos dele prostituindo-se lá na cidade onde ele nascera, isso nunca o incomodou. Afinal saber a origem do seu conforto não era sua prioridade e nem um pensamento que fosse sobre isso era sequer levemente agradável ,obviamente.
Todos os dias saia para caminhar depois das aulas e entrava em qualquer lugar onde estivessem ou nas bibliotecas públicas ou nas casas que visitava e observava nas prateleiras das estantes ou sobre algum móvel aqueles objetos que fascinavam seu espiríto. Escolhia um dos que via e o acariciava, em cada lombada passava suavemente os dedos, sentia a textura de cada capa e contra capa cheirava suavemente o seu interior e cuidadosamente arranhava uma ou duas páginas e então perguntava-se qual era o título , o nome, daquela coisa em suas mãos. Por vezes levava o livro contra o peito e depois esticando os braços o encarava frente a frente para ver o nome do autor como se o olhasse diretamente nos olhos. Não compreendia as sua atitudes em relação aos livros, mas compreendia que aquele ritual era quase misticismo , era libertário de alguma coisa que ainda que tentasse correr por sobre os trilhos com atenção escorregava e caia. Disparava um palavrão silencioso dentro de sua cabeça. Muitas vezes escondia os livros dentro da bolsa ou do casaco e roubava-os.Depois sozinho deleitava-se revirando as páginas e arranhando uma a uma nervosamente, calmamente, inebriosamente e depois de passar algum tempo com ele e já sem escrúpulos destruia aquele objeto em suas mãos logo depois do primeiro capítulo.
13 de janeiro de 2011
Adão hoje
Ele estava na janela . Aproveitava o vento. Ela sentada. A cama desarrumada.
Incompreensível a distância que existia naquele momento breve. Mas, ainda gosto de você. Por que não fica? As vezes me sinto assim perdido no mundo. Um gira mundo sem rumo. O que eu sinto perde força e sentido . Dizem que a vida é passagem, dizem que viver é perigoso, e sinto que sempre estou de passagem por lugares , pela vida de alguém que me vê, me sente próximo ao seu corpo e sinto que é perigoso viver assim tão perto.Isso é ridículo. Então, em ser ridículo que é perigoso viver. Sei. É uma verdade pra mim, tem sido sempre assim como aquele Neruda: "Foi meu destino Amar e despedir-me."Te entendo, mas fique, tente uma vez ficar. Tentar ,você disse, não me tente fazer desvios da natureza ou do meu destino...
Destruir felicidade e ser feliz.
Cabeça dura e fatalista.Pode ser.Tá sendo ridículo. Fique.
Ele se volta e vai até os pés da cama olha fixamente para ela.
Eva, me deixa em paz.
Incompreensível a distância que existia naquele momento breve. Mas, ainda gosto de você. Por que não fica? As vezes me sinto assim perdido no mundo. Um gira mundo sem rumo. O que eu sinto perde força e sentido . Dizem que a vida é passagem, dizem que viver é perigoso, e sinto que sempre estou de passagem por lugares , pela vida de alguém que me vê, me sente próximo ao seu corpo e sinto que é perigoso viver assim tão perto.Isso é ridículo. Então, em ser ridículo que é perigoso viver. Sei. É uma verdade pra mim, tem sido sempre assim como aquele Neruda: "Foi meu destino Amar e despedir-me."Te entendo, mas fique, tente uma vez ficar. Tentar ,você disse, não me tente fazer desvios da natureza ou do meu destino...
Destruir felicidade e ser feliz.
Cabeça dura e fatalista.Pode ser.Tá sendo ridículo. Fique.
Ele se volta e vai até os pés da cama olha fixamente para ela.
Eva, me deixa em paz.
5 de janeiro de 2011
Educação sentimental
Com certeza um dia você já se apaixonou por alguém que foi embora.Com certeza você um dia perdeu alguém que foi embora e disse que voltaria, mas, não voltou. Sem dúvida tudo isso doeu. Durante a noite, de madrugada, de manhã na hora em que você abriu os olhos. Mas de todas estas dores e vezes que você perdeu alguém a mais difícil sempre é aquela em que não se ouviu um: adeus. Uma briga, uma frase mal dita, uma atitude errada, uma traição na sua cara, muitas coisas servem de adeus. Entretanto naquelas em que simplesmente o silêncio, o descaso do silêncio, ou a educação em palavras repetidas como se ficassem acima da verdade e acima do sentimento por mais vil que fosse, verdadeiramente só hipocrisia disfarçada em escrúpulos, tudo isso doeu mais em você. E quando digo: você, quero também dizer : eu. Porque sofro com essas coisas tanto quanto você, o difícil não é perder quem se gosta muito, o difícil é não ouvir um adeus quando nos iludimos com o respeito do outro. Afinal esperamos respeito quando o outro diz gostar da gente.
O adeus final não precisa ser um desses de novela com muito efeito e lágrimas, carregando um presente nas mãos quando seu amor vai para longe. Pode ser um desabafo, podiam ser palavras de uma pessoa desanimada, podia ser um porre de madrugada e uma ligação com a voz completamente embriagada dizendo: - Conheci outra pessoa e tô com ela. Ou uma mensagem, um email, uma carta, um scrap assim: Num me liga mais.Num qro falar mais com vc. Tudo simples como dizer um : -Adeus.
Mas quando escolhemos o fingir, desenganar aos poucos ou deixar esfriar para o outro esquecer, deixamos simplesmente de atender qualquer contato depois de juras, lágrimas de saudade, promessas para o futuro é deixar a lacuna sem preencher. A fila pode e deve andar, mas, o coração não é parte de uma fila o sentimento verdadeiro não é inteligente o suficiente, ele fica lá esperando num canto doloroso do ego à espera de um tchau, um adeus que não chega. Apenas uma milhar de chamadas não atendidas e outra milhar de mensagens não respondidas. Silêncio espezinhador, vazio de palavras simples. Fugir pra quê de um adeus? Medo do desconforto ? Encarar a maturidade não é fácil ,mas, necessário para que haja a educação sentimental, gostar, se apaixonar, sentir falta e não te quero por isto ou aquilo, precisam tornar-se verbalizados para que dois cheguem ao quociente comum do entendimento sem vazios de lacunas do não dito.Para não ficar a dor do fracasso sem nenhuma explicação.
Pablo Neruda:" Foi meu destino Amar e Despedir-me."
O adeus final não precisa ser um desses de novela com muito efeito e lágrimas, carregando um presente nas mãos quando seu amor vai para longe. Pode ser um desabafo, podiam ser palavras de uma pessoa desanimada, podia ser um porre de madrugada e uma ligação com a voz completamente embriagada dizendo: - Conheci outra pessoa e tô com ela. Ou uma mensagem, um email, uma carta, um scrap assim: Num me liga mais.Num qro falar mais com vc. Tudo simples como dizer um : -Adeus.
Mas quando escolhemos o fingir, desenganar aos poucos ou deixar esfriar para o outro esquecer, deixamos simplesmente de atender qualquer contato depois de juras, lágrimas de saudade, promessas para o futuro é deixar a lacuna sem preencher. A fila pode e deve andar, mas, o coração não é parte de uma fila o sentimento verdadeiro não é inteligente o suficiente, ele fica lá esperando num canto doloroso do ego à espera de um tchau, um adeus que não chega. Apenas uma milhar de chamadas não atendidas e outra milhar de mensagens não respondidas. Silêncio espezinhador, vazio de palavras simples. Fugir pra quê de um adeus? Medo do desconforto ? Encarar a maturidade não é fácil ,mas, necessário para que haja a educação sentimental, gostar, se apaixonar, sentir falta e não te quero por isto ou aquilo, precisam tornar-se verbalizados para que dois cheguem ao quociente comum do entendimento sem vazios de lacunas do não dito.Para não ficar a dor do fracasso sem nenhuma explicação.
Pablo Neruda:" Foi meu destino Amar e Despedir-me."
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