27 de junho de 2010

Ando meio...


Enquanto estava vindo do aeroporto, dentro do táxi, pensava que talvez desta vez ao abrir a porta de casa iria encontrar aquele sentimento antigo , aquela alegria boba de quando estamos amando e estar apaixonado não é uma frase, ou palavras desconexas expelidas ao vento. Nada veio. Era tudo um fio pequeno de remorso pelo constante sexo fora do casamento.
Só as malas da viagem com roupa suja e o presente duty-free de outras viagens.Beijo, olá e abraço. Banho e sexo, banho. Nada mais.Nada mais para dar. Além do estado tedioso, spleen,que na verdade apenas demarcava aquela sua passagem insignificante pela vida. Meia idade , meio sonhador, meio careca, meio gordo ,meia ereção, classe média . O protótipo de um feliz suicida pensava ela quando deitou.