18 de abril de 2012

Adeus todos meus outros amores!
Estou partindo agora. Eu estou indo sem fim e sem demora, encontrar esse novíssimo amor que com suas amarras aporta. Nada mais me impede meus antigos amores, nada mais me cerca. Estou indo embora. Na busca da santa liberdade dos braços dela, na divina algema desse cárcere que me aquece agora e que me recebe em suas divinas mãos e no seu corpo de carne e sangue. Pois, sim, não mais voltarei para vocês meus antigos amores e suas galés, nem pensar em sentir alguma outra vez suas presenças de mármore branquíssimo e frio, frias mãos e seus frios lábios guardados na memória. Assim renova-se, assim ela diz: Serei tua casa nova. E habitaras o meu ventre e a minha boca, nos meus seios terás o descanso e a morada para tua alma fatigada. Digam que fiquei louco, digam que me escondo da dor, que o frio que sinto é do meu coração. Mas, ah! Meus antigos amores ninguém os ouve além de mim....