Um amigo meu fez um castelo
e o destroçou
e colocou o nome dele
nos entulhos que construiu.
Tendo as mão sujas de si próprio
extirpou-as
e com os dentes as plantou entre as pedras
onde secaram.
Respirava a ira daquela areia
e a própria sombra desfazia de sua coragem.
Junto ao Leto Fantasmas trançavam amarras de um barco imaginário
Ele sentou á beira do trapiche
aguardou Caronte.
-Meu amigo, a tristeza tem um coração humano.
Ele levantou-se e voltou aos pedregulhos
procurou suas mãos já podres
ressequidas e sem nenhuma vida
chutou as pedras e com a boca as recolheu.
Conservou com suas lágrimas
e retornou ...