31 de janeiro de 2024

Um Vale de Silício

De repente queima, ilumina, uma dor que desconhece razão

Assola, calcina. 

Desconstrói, liquidifica tudo o que é :      

Ego, Super Narciso, self .

A liberdade descansa aprisionada 

Em vidas alheias de alheios

em telas que intimamente mostram tudo...


Tudo relacionado em nada que importe 

- viver sobre si.


    

25 de janeiro de 2024



Percebo que em seus dias mais escuros 

Preso diante de uma luz plana 

paisagem sem sol:

Tem nuvem em plataformas que carregam nuvens,

Torres sem marfim em um deserto 

guardando torres de luzes 

onde luzem-luzem 

sem vida e estáticos: nanopirilampos .  


Labirintos onde se guardam tesouros 

que ninguém pode ver

 Por mais que tentemos

por mais que mintamos para si mesmos, 

não podem ser tocados

porque abrigam terríveis segredos.  


Este tempolugar: 

Não é poético, não tem musa, nem Ariadne 

ou o Minotauro.

estamos lá onde não há um lugar 

e nem podemos ser nós nessa existência linear.