Daquelas noites de lua, daquele gemido fingido de prazer.
Ai, que saudades daquela puta e de seu beijo, falso e sensível
como as dores das noites e a falácia dos mendigos.
Saudade daquela puta desfilando nua no quarto, fingindo vestir uma nudez que não era dela, fantasiando ser pudenda. Nudez de mulher direita num corpo de espírito canhoto.
Saudades daquela puta vestindo lentamente a roupa fazendo de conta que não me via lá imerso em mim mesmo. Saudades daquela puta me olhando pelo espelho e pegando lentamente só o meu dinheiro.