17 de setembro de 2015



















Passo os dias da janela 
 ver que caminhas entre meus pensamentos
O que bebemos com alegria nos embriagou com tristeza
a poesia uma música surda
os poemas sem sonhos
palavras aos moucos.

Não ,não é esse azul do cetim

Não, não é essa a névoa rosa
nem o verde que existia nos jardins
é este vermelho
do nosso amor 
que flutua 
num coágulo 
de lembranças.












Dobrando a esquina 
uma velha parca cerzindo o tecido azul de um destino
um velho homem arruma a fita de seda vermelha de seu chapéu 
aguardando defronte a porta. 
Um anjo arruma seu terno negro 
enquanto passam dois ou três realejos  
com a música muda 
de seus últimos desejos.