20 de outubro de 2010

Eu quero me expressar com coisas que o senso comum concorde com sua beleza e escrever como quem toma uma garapa com pastel numa feira. Trivialmente.

15 de outubro de 2010



Ele repetia as mesmas sentenças , o mesmo código transverso quando lembrava-se daquela mulher. Dizia as mesmas sentenças na procura de sentidos , porém, não via e não ouvia sentido algum em seus sentimentos. Eram sentimentos que agiram como hóspedes bem-vindos e que tornaram-se furtivos ladrões. Havia sido colhido por este que é um vento brusco no interior de sua alma.Um vento frio parecendo vertigem ou medo e chamou isso amor incondicional. Aquela vagabunda, vil prostituta - ele repetia.
Parecia-lhe impossível até que então acabou por acontecer, cedeu à um beijo que ela vendia, entretanto, ele não sabia o que estava comprando, no príncipio só compreendia a fragilidade absurda daquela situação.
As frases que trocavam nos seus vários encontros tornaram-se como fantasmas e circulavam perdidas na sua cabeça e na boca murmurante. 
Frases perdidas as quais faziam com que ele agisse como se estivesse numa surdez escura e muda, onde apenas tateava e ia repetindo para si mesmo coisas que não ouvia de verdade.



A pele branca, o ventre doce e o perfume do corpo tomando de assalto todos os sentidos entrelaçando-se em grunhidos, gemidos e convulsões nas suas memórias. Procurava por esse passado um longo tempo de olhos fechados e ao mesmo tempo eram as coisas que mais não queria perto de si.