Ao escrever procure
Ao viver escreva.
Quando amar
delete as razões
abra um arquivo único
crie digitais e viva sem senhas
E ame como prisão, como fuga,
bug,
Viva uma falha, defeito ou erro
em software ou hardware.
Quando amar
delete as razões.
Aqui divide-se meu eu.
Ando com a carta do enforcado
dentro do bolso.
E minhas guias no pescoço.
Com laços e nós,
em fuga por aí
sem saber fugir de si.
Destemido diante
da sorte
Enternecido com o
acaso
De quem sou eu
neste momento.
E penso, penso, o peso de escolher o tempo tão incerto.
A esperança molha
os pés nas águas do desalento.
Os acordados não
querem dormir,
os que dormem
sonham com as guerras, então, não podem sonhar.
Afinal a Guerra é uma besta que se levanta
e prenha de toda humanidade
quer parir seus filhos.
Tudo em vão, ao nascer, viver, crescer morrerão.
Tal uns ou outros.
Sem terem nomes instituídos
nem fantasmas serão.