6 de outubro de 2015

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Abrem portas da verdadeira vontade
minhas rezas não adoradas.

As minhas palavras não ouvidas como prece 
desvelam o paraíso.

Não há  magia, mentira 
ou cena 
nessa voz de amor
Thelema.

Mas,
minhas palavras orem-se:
-Tergiversa razão 
procure seu lugar
no templo sob a areia do tempo.




  






Aquela pálida Vestal olha 
do outro lado da encruzilhada.
 O vento é frio, outono,
abril.

E uma jovem jogada, nua,
morta aos pés dos amores 
eleita para o altar das dores 
aos passeios da morte solidão.

Sento-me na sarjeta para orar:
- Deus... Deusa do nada...
 divina só a inspiração.

Minha pele branca e fria, 
um templo.
 

Para ela uma reza:
- Lírio pueril,tremeluz
teus olhos plantam um jardim,
papoulas crescem de tuas pequenas mãos
eu vejo como um sol sem fim
levantares de teu caixão...