26 de junho de 2015







Cruzar
                                  A vida                                  
Singrar e sangrar.




Nas cruéis mãos da Musa
Tessituras se formam
como ondas
são as pobres palavras
entre o pensar e o escrever.

.
O lápis singra pela branca  página...

Ah! Ulisses,
não há farol que inspire.

Não há paz ou impaciência
nenhum verso com estirpe 
para esta má poética.
   

23 de junho de 2015







Você, olha da escuridão.
Eu, ensaio nossa cegueira
como um cão sem olfato.







Ramerrame


Desacorda-come-trabalha-reza,
ora
 deita com seu vazio
ao lado,
ora.
Numa só palavra 
reclama,
ora,
não existe  um homem 
nada.