Abrindo o portão azul de casa ele rompeu em passos macios sobre o gramado o silêncio do orvalho e o seu próprio silêncio.
Flutuava mansamente o cheiro do asfalto ainda molhado da noite que serenou.
Os bueiros assopravam nevoeiros de vapor para cima e na luz amarela do sol que surgia essa a fumaça ia e parecendo confusa brilhava . As sombras ganham força sobre a calçada e sobre o gramado ao lado dos passos.
Foi descendo a rua para chegar até um outro portão. Os pensamentos fugidios e a imagem querendo sair da própria boca. Boca que vinha já tomada pelo coração que insistente disparava, como a querer sair correndo na frente.
Repentinamente se deu conta : Meu Deus, já fez um mês.
Ganhava força o medo, os pés então temiam o chão a cada espaço tomado.
Acordei e sai.
E esta voz maldita na minha frente repetindo: - Sinto muito, ela não mora mais aqui.
