31 de outubro de 2025

 Ao escrever procure 

Ao viver escreva.

Quando amar 

delete as razões

abra um arquivo único

crie digitais e viva sem senhas

E ame como prisão, como fuga,

bug, 

Viva uma falha, defeito ou erro 

em software ou hardware.

Quando amar 

delete as razões.

Essa voz habita o entre-lugar da existência.

Com ciência 

da própria finitude e contradição.

 Em dias assim

Nos quais o ser é inseparável de si mesmo

Eu vendo minha parte.

Eu negocio meus ossos e o meu pó.

Para alguém plantar um jardim suspenso entre o espiritual e o terreno. 



 

Evadir



Aqui divide-se meu eu.

Ando com a carta do enforcado 

dentro do bolso. 

E minhas guias no pescoço. 


Com laços e nós,

em fuga por aí

sem saber fugir de si.